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Outubro Rosa: entre a prevenção, o diagnóstico precoce e o autocuidado

Os desafios enfrentados por mulheres com deficiência intelectual e múltipla no diagnóstico e prevenção do câncer de mama e do colo do útero são muitos.  

 

Um banner horizontal para o "Outubro Rosa", com um fundo rosa claro. No canto superior esquerdo, um grande laço rosa (símbolo do Outubro Rosa) serve como moldura para o texto "OUTUBRO ROSA". O texto "OUTUBRO" está em rosa escuro e "ROSA" está em um tom mais escuro com um detalhe de rosa estilizada dentro do "O". Abaixo do título, em texto branco com sombras sutis, está a descrição: "Os desafios enfrentados por mulheres com deficiência intelectual e múltipla no diagnóstico e prevenção do câncer de mama e do colo do útero.". No canto inferior esquerdo, há o logotipo da Fenapestalozzi: um fundo amarelo dourado com uma rosa vermelha estilizada e o nome "FENAPESTALOZZI Federação Nacional das Associações Pestalozzi" em preto. Na parte direita do banner, há uma montagem de sete fotografias de mulheres sorrindo ou interagindo, sobrepostas ao fundo rosa. Elas são de diferentes idades e etnias, algumas vestindo camisetas com logotipos da Pestalozzi ou do Fórum Regional. Uma mulher à esquerda levanta o braço e sorri, enquanto outra segura um microfone. Todas transmitem uma sensação de comunidade e participação.

 

O Outubro Rosa é um movimento internacional dedicado à conscientização da prevenção e detecção do câncer de mama e de colo de útero. Esse movimento foi criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure,  no Brasil a campanha é regulamentada pela Lei Nº 13.733, de 16 de novembro de 2018, e busca proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento contribuindo para a redução da mortalidade por essa doença. 

No entanto, é crucial que esta campanha alcance todas as mulheres, incluindo aquelas com deficiência intelectual e múltipla, que historicamente enfrentam barreiras significativas no acesso à saúde. 

Segundo o Ministério da Saúde, pessoas negras, pessoas com deficiência, idosas e LGBTQIAPN+ realizam menos exames de prevenção. Essa disparidade geralmente é agravada pelo medo da discriminação durante o atendimento, pela falta de informações direcionadas à sua realidade e dificuldades técnicas no manejo clínico do exame, além do reflexo das históricas desigualdades de poder entre homens e mulheres que ainda implicam num forte impacto nas condições de saúde do público feminino, as questões de gênero devem ser consideradas como um dos determinantes da saúde na formulação das políticas públicas. 

Mulheres com deficiência intelectual e múltipla enfrentam diversos obstáculos no acesso aos cuidados preventivos e ao diagnóstico precoce de câncer. Abaixo, destacam-se algumas das principais barreiras: 

  • Comunicação: A dificuldade em relatar sintomas, compreender orientações médicas e participar de exames como o autoexame, a mamografia e o Papanicolau é um dos principais entraves. Muitos profissionais de saúde não estão preparados para utilizar formas de comunicação acessíveis ou adaptadas às necessidades dessas mulheres. 
  • Atitudes e preconceitos: A infantilização, o preconceito ou a ideia equivocada de que essas mulheres são “assexuadas” ou incapazes de compreender questões sobre saúde íntima resultam na omissão de informações e na exclusão de exames preventivos. 
  • Infraestrutura inadequada: A ausência de equipamentos acessíveis, como mamógrafos adaptados, a falta de acessibilidade nas unidades de saúde e a carência de transporte adequado dificultam o deslocamento e a realização dos exames. 
  • Dependência de terceiros: Muitas vezes, a realização de exames depende do apoio de cuidadores ou familiares, que também precisam ser orientados, sensibilizados e engajados no processo de cuidado preventivo. 

 

Para que o Outubro Rosa seja realmente inclusivo, é essencial adotar uma abordagem centrada na pessoa e adaptada às necessidades das mulheres com deficiência intelectual e múltipla. Para isso, é importante considerar os seguintes pontos: 

  • Comunicação acessível: As informações devem ser transmitidas de forma clara e compreensível, utilizando recursos como Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), pranchas de símbolos, linguagem simples, vídeos explicativos e outros materiais adaptados, facilitando o entendimento sobre os exames e a importância da prevenção. 
  • Capacitação das equipes de saúde: É fundamental treinar os profissionais para oferecer um atendimento acolhedor, técnico e respeitoso, considerando as particularidades de cada paciente e promovendo um ambiente de escuta e confiança. 
  • Participação ativa e consentimento informado: Sempre que possível, a mulher com deficiência deve ser envolvida nas decisões relacionadas à sua saúde. O consentimento deve ser livre, consciente e, quando necessário, apoiado por pessoas de confiança, conforme os princípios da tomada de decisão apoiada. 
  • Atendimento prioritário e acompanhamento contínuo: Deve-se garantir fluxos de atendimento prioritário e acompanhamento regular, com monitoramento da realização periódica de exames preventivos, como mamografia e Papanicolau. 

 

O câncer de mama 

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma. Atualmente, representa cerca de 28% dos novos diagnósticos de câncer em mulheres. Embora também possa afetar os homens, sua ocorrência nesse grupo é rara, correspondendo a menos de 1% do total de casos. 

A doença é relativamente incomum antes dos 35 anos, mas sua incidência aumenta progressivamente com a idade, especialmente após os 50 anos. Estatísticas apontam um crescimento nos casos tanto em países desenvolvidos quanto em nações em desenvolvimento. 

Existem diferentes tipos de câncer de mama, com comportamentos distintos, sendo que alguns se desenvolvem de forma lenta, enquanto outros apresentam evolução mais agressiva. Felizmente, a maioria dos casos tem um bom prognóstico, especialmente quando diagnosticados precocemente. 

 

O câncer do colo do útero 

Outro tipo de câncer bastante comum no Brasil é o câncer do colo do útero. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer do colo do útero é o terceiro tipo mais frequente entre as mulheres brasileiras. A cada ano, são registrados aproximadamente 17 mil novos casos e cerca de 7 mil mortes. Apesar de ser uma doença evitável, continua sendo um problema de saúde pública global, especialmente em países menos desenvolvidos. No cenário mundial, ocupa a quarta posição entre os tipos de câncer mais comuns entre mulheres. Nas Américas, é responsável por 35,7 mil óbitos femininos, com 80% desses casos concentrados na América Latina e no Caribe. 

A principal causa do câncer do colo do útero é a infecção sexualmente transmitida por tipos específicos do papilomavírus humano (HPV). Os tipos 16 e 18 do HPV são responsáveis por cerca de 70% dos casos da doença e também por lesões pré-cancerosas. Evidências científicas apontam o HPV como a infecção viral mais comum do trato reprodutivo, associada ainda a outros tipos de câncer, como os de ânus, vulva, vagina, pênis e orofaringe. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) estima que a maioria das pessoas sexualmente ativas será infectada pelo vírus em algum momento da vida, sendo o início da vida sexual o período de maior risco para o contágio. 

O estudo epidemiológico POP Brasil, realizado em 26 capitais e no Distrito Federal, com homens e mulheres entre 16 e 25 anos, revelou taxas de prevalência do HPV entre 52,3% e 63,5% para qualquer tipo do vírus, e entre 39,8% e 53,1% para os tipos considerados de alto risco. 

Para a prevenção e controle do câncer do colo do útero, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma abordagem abrangente, com ações ao longo de toda a vida e atuação multidisciplinar. No entanto, a principal estratégia de prevenção primária é a vacinação contra o HPV, indicada para meninas de 9 a 14 anos, antes do início da vida sexual. 

 

Sintomas 

O sintoma mais frequente do câncer de mama é o surgimento de um nódulo, geralmente indolor, duro e com contornos irregulares. No entanto, há tumores que podem apresentar consistência mais branda, formato arredondado e limites bem definidos. Outros sinais da doença incluem inchaço na pele com aspecto semelhante à casca de laranja, retração da pele, dor na mama, inversão do mamilo, hiperemia, além de descamação ou ulceração do mamilo.  

A presença de secreção papilar também pode ocorrer, principalmente quando é espontânea e unilateral. Essa secreção, quando associada ao câncer, costuma ser transparente, mas pode apresentar coloração rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos.  

Além disso, podem surgir linfonodos palpáveis na região das axilas. É fundamental ressaltar que esses sinais e sintomas devem sempre ser avaliados por um profissional de saúde, pois, embora possam indicar câncer de mama, também podem estar relacionados a doenças benignas. Por isso, é essencial que as mulheres estejam atentas às mudanças em seu corpo, conhecendo o que é normal em suas mamas e identificando precocemente qualquer alteração suspeita, o que contribui significativamente para o diagnóstico precoce da doença. 

O câncer do colo do útero pode se desenvolver silenciosamente, sem apresentar sintomas nas fases iniciais, o que reforça a importância da prevenção por meio de consultas médicas regulares e exames de rotina. Ainda assim, alguns sinais podem surgir e devem ser observados com atenção, pois podem indicar a presença da doença. 

Entre os sintomas mais comuns estão o sangramento vaginal irregular, que costuma ocorrer após a relação sexual, mas também pode acontecer espontaneamente entre os períodos menstruais; o corrimento vaginal com odor desagradável, geralmente de coloração marrom; além de dor pélvica contínua e dor durante a relação sexual. 

Nos casos em que o câncer já se encontra em estágio avançado e amplamente disseminado, outros sintomas podem surgir, como obstrução do fluxo urinário devido à compressão ou invasão das vias urinárias, dor lombar persistente, inchaço nas pernas causado por obstrução venosa ou linfática, fadiga intensa e perda de peso sem causa aparente. Esses sinais devem ser levados a sério e investigados o quanto antes, pois o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. 

 

Diagnóstico 

A presença de um nódulo ou qualquer outro sinal suspeito nas mamas deve ser cuidadosamente investigado para confirmar se há ou não um diagnóstico de câncer de mama. Essa investigação inclui, além do exame clínico das mamas realizado por um profissional de saúde, a solicitação de exames de imagem, como mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética.  

No entanto, a confirmação definitiva só é possível por meio da biópsia, um procedimento que consiste na retirada de uma amostra do nódulo ou da lesão suspeita, realizada por punção com agulha ou, em alguns casos, por meio de uma pequena cirurgia. Esse material é então analisado por um patologista, que dará o diagnóstico com base nas características das células. 

A detecção precoce é considerada uma forma de prevenção secundária e tem como principal objetivo identificar o câncer de mama em seus estágios iniciais. Existem duas abordagens para isso: o diagnóstico precoce e o rastreamento.  

O diagnóstico precoce busca reconhecer a doença em pessoas que já apresentam sinais e sintomas iniciais, assegurando qualidade e continuidade no atendimento ao longo de toda a linha de cuidado. Essa estratégia permite intervenções mais simples e eficazes, contribuindo para a redução do estágio em que o câncer é detectado e, consequentemente, para mais bem resultados no tratamento. 

O teste de Papanicolau, também conhecido como exame citopatológico do colo do útero, é o principal e mais utilizado método para o rastreamento do câncer do colo do útero. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), quando esse exame alcança uma cobertura mínima de 80% da população-alvo e é acompanhado por diagnóstico e tratamento adequados dos casos alterados, é possível reduzir a incidência do câncer cervical invasivo entre 60% e 90% (WHO, 2002b). 

 A experiência de países desenvolvidos confirma essa eficácia: nesses locais, onde o rastreamento citológico foi implementado com qualidade, ampla cobertura, tratamento adequado e acompanhamento das mulheres, observou-se uma redução de aproximadamente 80% na incidência da doença (WHO, 2007). 

 

Amparo legal 

A Lei nº 12.732. de 22 de novembro de 2012, determina que o(a) paciente com neoplasia maligna receberá, gratuitamente, no Sistema Único de Saúde (SUS), todos os tratamentos necessários, na forma desta Lei. 

No Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento do câncer pode ser realizado por meio de uma ou várias modalidades terapêuticas combinadas. A principal delas é a cirurgia oncológica, que pode ser associada à radioterapia, quimioterapia ou ao transplante de medula óssea, dependendo das características de cada caso. A escolha do tratamento mais adequado será feita pelo médico, com base na localização e tipo do câncer, no estado clínico do paciente e na extensão da doença. 

A Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer determina que o cuidado ao paciente deve ser integral, ofertado de forma regionalizada e descentralizada na Rede de Atenção à Saúde. Segundo essa diretriz, o tratamento deve ser realizado em estabelecimentos habilitados como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) ou como Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon). 

Essas unidades especializadas, Unacon e Cacon, são responsáveis por oferecer assistência integral, desde o diagnóstico e estadiamento até o tratamento do câncer. Elas devem garantir a qualidade dos serviços prestados e a segurança dos pacientes durante toda a jornada de cuidado oncológico. 

Atualmente, existem 288 unidades e centros habilitados para o tratamento do câncer no país. Todos os estados brasileiros contam com pelo menos um hospital especializado em oncologia, onde o paciente pode realizar desde exames diagnósticos até procedimentos cirúrgicos complexos. A organização do atendimento é de responsabilidade das secretarias estaduais e municipais de Saúde, que definem, dentro da rede pública, para quais hospitais os pacientes serão encaminhados, sempre a partir do primeiro acesso via Rede de Atenção Básica. 

 

Prevenção 

A prevenção do câncer de mama está centrada na redução da exposição a fatores de risco modificáveis e na promoção de hábitos considerados protetores. Embora fatores hereditários e aspectos relacionados ao ciclo reprodutivo da mulher, em sua maioria, não possam ser alterados, outros como o excesso de peso corporal, o sedentarismo, o consumo de álcool e o uso de terapia de reposição hormonal podem ser modificados e, portanto, são alvos importantes de prevenção. 

Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente e controlar a gordura corporal são medidas eficazes para reduzir o risco de desenvolvimento do câncer de mama. Como estratégias de prevenção primária, recomenda-se adotar um estilo de vida mais saudável, incluindo a prática regular de exercícios, o controle do peso corporal, a redução ou eliminação do consumo de bebidas alcoólicas e a adoção de uma alimentação rica em alimentos in natura e minimamente processados.  

A amamentação também é considerada uma prática protetora, devendo ser incentivada e mantida pelo maior tempo possível. Além disso, não fumar e evitar a exposição ao tabagismo passivo são atitudes que contribuem para a redução do risco da doença. 

A prevenção primária do câncer do colo do útero está diretamente relacionada à redução do risco de infecção pelo papilomavírus humano (HPV). A transmissão do HPV ocorre principalmente por via sexual, presumivelmente por meio de pequenas lesões microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital. O uso de preservativos durante as relações sexuais com penetração oferece uma proteção parcial, já que o contágio também pode ocorrer pelo contato com a pele da vulva, do períneo, da região perianal e da bolsa escrotal. 

A principal estratégia de prevenção, no entanto, é a vacinação contra o HPV. O Ministério da Saúde incluiu a vacina tetravalente no calendário vacinal em 2014 para meninas e, em 2017, para meninos. Essa vacina protege contra os subtipos 6, 11, 16 e 18 do HPV, sendo que os tipos 6 e 11 estão associados às verrugas genitais, enquanto os tipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. 

Atualmente, a recomendação é a aplicação de uma única dose da vacina para meninas e meninos de 9 a 14 anos, faixa etária em que a eficácia é maior, especialmente quando a imunização ocorre antes do início da vida sexual. Pessoas com condições especiais, como imunodeficiência causada pelo HIV, devem seguir orientações específicas. Para mulheres imunossuprimidas, incluindo aquelas vivendo com HIV/aids, transplantadas ou com diagnóstico de câncer, a vacinação é indicada até os 45 anos de idade. 

Desde 30 de setembro de 2024 que está em vigor a Lei 15.009, de 2024, que cria a campanha Outubrinho Rosa. A campanha visa a prevenção de doenças entre meninas e adolescentes, estimulando as famílias a procurarem as redes de atenção à saúde para prevenir nódulos mamários, amenorreia primária, dores pélvicas, sangramentos e lesões genitais nas adolescentes. A lei também prevê a distribuição de material educativo sobre hábitos saudáveis para prevenir doenças e sobre a vacina contra o papilomavírus humano (HPV). 

 

Saúde mental  

O cuidado com a saúde mental da mulher com deficiência que enfrenta o câncer é essencial e deve ser parte integrante do tratamento. Essa mulher pode vivenciar desafios únicos, como o acesso limitado aos serviços de saúde, barreiras de comunicação, estigmas sociais e a sobrecarga emocional causada tanto pela deficiência quanto pelo diagnóstico oncológico. 

De acordo com a Comissão de Estudos e Pesquisa da Saúde Mental da Mulher da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), uma em cada quatro mulheres diagnosticadas com câncer de mama apresenta maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de quadros depressivos.  

Ambas as doenças, o câncer de mama e a depressão, são extremamente graves e, dependendo do impacto que exercem sobre a paciente, podem desencadear diversos efeitos emocionais e comportamentais, como baixa autoestima, medo da rejeição, disfunções sexuais, inconformismo, irritabilidade, isolamento social, apatia, desânimo, entre outras consequências que exigem suporte psicológico adequado. 

Logo, garantir apoio psicológico contínuo, promover a escuta ativa e respeitosa, adaptar os atendimentos às necessidades específicas e envolver redes de apoio familiar e comunitário são ações fundamentais para preservar a dignidade, autonomia e qualidade de vida dessa mulher com deficiência ao longo do tratamento e da reabilitação. 

 

Políticas públicas 

Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde anunciou o acesso a mamografia no SUS a mulheres de 40 a 49 anos mesmo sem sinais ou sintomas de câncer. Essa faixa etária concentra 23% dos casos da doença e a detecção precoce aumenta as chances de cura. A medida faz parte de um conjunto de ações anunciadas nesta terça-feira (23/09) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, voltado à melhoria do diagnóstico e assistência, com início do atendimento móvel em 22 estados pelo Agora Tem Especialistas e da oferta de medicamentos mais modernos.   

 

Em suma, o Outubro Rosa deve ser um mês para reforçar que o direito à saúde e à prevenção é universal. É responsabilidade de toda a sociedade garantir que as barreiras sejam removidas para que a saúde da mulher com deficiência intelectual e múltipla seja uma prioridade real. 

 

Atenção: As informações neste portal pretendem apoiar e trazer informações úteis sobre o câncer de mama, mas não substituem a consulta médica. Em casos de suspeita, procure sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança. 

 

 

Referências 

 

ATENÇÃO integral à saúde das mulheres. Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-mulher/pnaism. Acesso em: 30 de set. de 2025. 

CÂNCER de mama. Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-mama. Acesso em: 30 de set. de 2025. 

LEI da campanha Outubrinho Rosa já está em vigor. Agência Senado, 2024. Disponível em:  https://www12.senado.leg.br/noticias/audios/2024/10/lei-da-campanha-outubrinho-rosa-ja-esta-em-vigor. Acesso em: 01 de out. de 2025. 

Lei Nº 12.732, de 22 de novembro de 2012. Dispõe sobre o primeiro tratamento de paciente com neoplasia maligna comprovada e estabelece prazo para seu início. Brasília, DF: Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, [2012]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12732.htm. Acesso em: 30 de set. de 2025. 

MINISTÉRIO da Saúde garante acesso a mamografia a partir dos 40 anos. Disponível em:  https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/setembro/ministerio-da-saude-garante-acesso-a-mamografia-a-partir-dos-40-anos. Acesso em: 30 de set. de 2025. 

OUTUBRO Rosa. Instituto Nacional de Câncer (INCA), 2024.   Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/campanhas/2024/outubro-rosa. Acesso em : 30 de set. de 2025. 

POLÍTICA nacional de atenção integral à saúde da mulher: princípios e diretrizes. Brasília-DF, 2011. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_mulher_principios_diretrizes.pdf. Acesso em: 30 de set. de 2025. 

QUAIS os sintomas do câncer de colo de útero. Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), 2022. Disponível em: https://sbco.org.br/quais-os-sintomas-do-cancer-de-colo-de-utero/. Acesso em: 30 de set. de 2025. 

PREVENÇÃO. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-de-mama/acoes/prevencao. Acesso em: 30 de set. de 2025. 

TRATAMENTO. Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer/tratamento. Acesso em: 30 de set. de 2025. 

 

 

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