As inscrições para participar das modalidades vão ocorrer entre os dias 26 e 30 de janeiro. Evento deve reunir mais de 700 pessoas entre os dias 22 e 27 de março.
Como parte das celebrações dos 100 anos do Movimento Pestalozziano, a Federação Nacional das Associações Pestalozzi (FENAPESTALOZZI) realizará os 2º Jogos Paradesportivos Nacionais do Movimento Pestalozziano entre os dias 22 e 27 de março de 2026, na cidade de Alagoas (SE), em parceria com o Ministério do Esporte (MESP) e o Governo Federal por meio da Lei de Incentivo ao Esporte (Lei nº 11.438/06). As inscrições para participar das modalidades vão ocorrer entre os dias 26 e 30 de janeiro, e podem ser realizadas por meio do link abaixo:

Cerca de setecentas pessoas, entre atletas, comissão e apoio técnico, comparecerão à capital sergipana para disputar modalidades esportivas adaptadas como, tênis de mesa, futsal, natação, atletismo, bochão e bocha paralímpica. Compondo 20 delegações variadas, os atletas disputam modalidades com adaptações específicas para atender pessoas com Deficiência Física (DF), Deficiência Auditiva (DA), Deficiência Visual (DV), Deficiência Intelectual e Múltipla (DI e DMU), Síndrome de Down (SD) e Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Os Jogos Paradesportivos Nacionais do Movimento Pestalozziano tiveram sua primeira edição em junho de 2023, sediada em Brasília-DF. Realizados pela Federação Nacional das Associações Pestalozzi (FENAPESTALOZZI), os Jogos acontecem a cada dois anos e têm o objetivo de promover a inclusão por meio do paradesporto, proporcionando aos participantes inclusão, autonomia e integração social, reconhecendo as potencialidades de cada um, desenvolvendo a sua autoestima por meio do esporte.
A primeira edição do evento nasceu de um desejo antigo do Movimento Nacional Pestalozziano de Autodefensores (Monpad), coletivo auto-organizado das pessoas com deficiência atendidas pelas organizações pestalozzianas. Desde então, as modalidades coletivas e individuais de paradesporto motivaram disputas em etapas locais e estaduais, com o objetivo de fomentar uma cultura esportiva e colaborativa entre os atendidos.
Para a presidente da Fenapestalozzi, Ester Pacheco, este momento é de suma importância para as pessoas com deficiência e suas famílias. Para ela, por meio da prática esportiva, é possível desenvolver o caráter colaborativo, aprender a lidar com conflitos, fracassos, vitórias e derrotas.
“As etapas locais e estaduais das modalidades acontecem com muito zelo e orientação das equipes de habilitação e reabilitação de cada Associação Pestalozzi. Esse desdobrar de etapas faz com que o nosso trabalho tenha reflexos em habilidades e competências sociais dos atendidos, também. Para parte considerável dos atletas, essa é a primeira oportunidade que elas têm de experimentar a autonomia e a responsabilidade de viajar sem os pais, por exemplo; de atuar como representantes das delegações. Essa nova atribuição que eles assumem é essencial para o exercício da cidadania e extrapola os limites da quadra e das piscinas. E esse é o nosso objetivo final”, explica Ester.

Créditos: Arquivo da FENAPESTALOZZI.
Os 2º Jogos Paradesportivos Nacionais do Movimento Pestalozziano como instrumento de promoção da cidadania
O esporte e a cidadania mantêm uma relação intrínseca que ultrapassa as quatro linhas de um campo ou as raias de uma pista de atletismo. Mais do que uma atividade física voltada para a saúde ou o entretenimento, o esporte atua como uma ferramenta política e social capaz de formar cidadãos e cidadãs com plena consciência de seus papéis no mundo, e essa consciência é indispensável para a emancipação da pessoa com deficiência intelectual e múltipla.
Quando uma pessoa com deficiência pratica uma modalidade esportiva, ela não está apenas exercitando o corpo, mas aprendendo a lidar com regras, a respeitar o adversário e a compreender o valor do esforço conjunto, pilares fundamentais para a convivência em uma sociedade democrática.
Nesse sentido, o esporte funciona como um importante espaço de inclusão social, especialmente em contextos de vulnerabilidade. Ele oferece a jovens e adultos a oportunidade de ocupar espaços públicos e de serem reconhecidos(as) por suas habilidades, independentemente de sua condição física ou intelectual, classe, raça, orientação sexual, gênero, ou qualquer outra característica.
Além do aspecto individual, a prática esportiva educa para a ética e para a justiça. A vivência do “fair play” (jogo limpo) transpõe-se para a vida civil como o entendimento de que os objetivos devem ser alcançados sem violar os direitos alheios. Ao respeitar a autoridade do árbitro e as normas do jogo, o cidadão e a cidadã internalizam a importância das leis e da boa convivência social.

Créditos: Arquivo da FENAPESTALOZZI.
Participação esportiva promove sociabilidade e saúde às pessoas com deficiência
As modalidades praticadas nos 2º Jogos Paradesportivos Nacionais do Movimento Pestalozziano são criadas a partir das convencionais, porém, contam com adaptações desenvolvidas para que as pessoas com deficiência possam praticar e competir, respeitando suas condições físicas, sensoriais e cognitivas.
Os esportes adaptados de alto rendimento para pessoas com deficiência acontecem desde o meio do século passado. Atualmente, eventos mundiais paradesportivos acontecem nas edições de verão e inverno, continuadamente, a cada quatro anos. Essa visibilidade e constância, a nível mundial, são especialmente importantes para as pessoas com deficiência porque conferem visibilidade às práticas paradesportivas e colaboram para a quebra de estigmas sobre os praticantes.
No Brasil, o esporte adaptado tem sido um segmento em crescimento. Seja no dia a dia das cidades, escolas ou clubes, o paradesporto desponta como ferramenta para socialização, integração e inclusão das pessoas com deficiência.
Estima-se que cerca de 8% da população brasileira com dois anos ou mais possui algum tipo de deficiência, conforme dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua (PNAD Contínua, 2022). Diante desse cenário, a parceria público-privada é essencial para potencializar ações que visam o exercício da cidadania e qualidade de vida dessa parcela da sociedade.
Os 2° Jogos Paradesportivos Nacionais do Movimento Pestalozziano são uma realização do Governo Federal, Ministério do Esporte, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte (Lei nº 11.438/06), e contam com o apoio do Governo do Estado de Sergipe, por meio da Secretaria Estadual de Esporte, e com o patrocínio da Nubank.
