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FENAPESTALOZZI lança curso de formação de facilitadores com foco no apoio e orientação às famílias de pessoas com deficiência

As inscrições para o Curso de Formação dos Facilitadores(as) do Movimento Pestalozziano de Famílias ocorrerão entre os dias 12 e 28 de janeiro.

As inscrições para o Curso de Formação dos Facilitadores(as) do Movimento Pestalozziano de Famílias estarão abertas entre os dias 12 e 28 de janeiro para todos aqueles e aquelas que desejam atuar como um elo entre as famílias e as Associações Pestalozzi. Para ser facilitador(a) do Movimento de Famílias, é importante que o candidato possua um perfil empático, sensível no que diz respeito às questões sociais e experiência comprovada em escuta ativa, mediação de grupos e atuação junto à comunidade. Buscam-se, preferencialmente, pessoas que possuam vivência prática dentro da Associação Pestalozzi, incluindo representantes das próprias famílias que compõem a associação.

A formação será integralmente ofertada pela Federação Nacional das Associações Pestalozzi (FENAPESTALOZZI) sob a condução das facilitadoras nacionais das famílias e de formadores convidados de referência na área. O curso ocorrerá na modalidade online, com transmissões ao vivo pela plataforma Zoom, garantindo a integração de participantes de diversas regiões do país.

Durante a formação, serão abordados temas essenciais como a prática da escuta qualificada, fortalecimento de vínculos e redes de apoio,  inclusão produtiva, dentre outras temáticas de fundamental importância para a mediação entre as famílias e a Associação Pestalozzi. Além disso, o currículo pedagógico também vai abordar a elaboração de projetos e captação de recursos, conhecimento fundamental para que uma Associação Pestalozzi possa participar de editais do setor público e privado.

A formação será contínua, mantendo momentos virtuais constantes e, conforme a necessidade de cada localidade, poderá contar com etapas presenciais para consolidar o aprendizado e a troca de experiências. 

Como vai funcionar a formação?

O Curso de Formação dos Facilitadores(as) do Movimento Pestalozziano de Famílias apresenta uma estrutura planejada para garantir o máximo de aproveitamento e profundidade nos temas abordados, contando com uma carga horária total de 12 horas. Essa jornada será distribuída em seis módulos ao longo de três meses, com uma frequência de dois encontros mensais realizados sempre às sextas-feiras, das 15 às 17h.

O monitoramento do processo de formação será realizado de maneira contínua, com foco rigoroso na assiduidade, no engajamento dos participantes e na qualidade da aprendizagem absorvida ao longo do percurso. Para garantir a certificação, a lista de frequência será o mecanismo de registro obrigatório em cada encontro, sendo exigido um aproveitamento mínimo de 75% de presença. 

Dessa forma, a Certificação dos Facilitadores(as) será concedida mediante o cumprimento cumulativo dos seguintes critérios:

  • Atingimento da frequência mínima exigida;
  • Aprovação nas avaliações modulares;
  • Entrega e aprovação do Plano de Ação/Multiplicação Local.

Dessa forma, o certificado não apenas atesta a conclusão da carga horária, mas, sobretudo, comprova o aproveitamento integral da formação, qualificando o facilitador(a) como apto para ser um agente de transformação e multiplicação em sua comunidade.

Como será o monitoramento e avaliação dos facilitadores(as)?

O sucesso da formação transcende a conclusão dos módulos, residindo na capacidade efetiva dos facilitadores(as) em replicar os conhecimentos e práticas adquiridas para sustentar o Movimento Pestalozziano de Famílias em suas respectivas associações. Por essa razão, a fase de monitoramento pós-execução torna-se crucial, servindo como a ferramenta principal para avaliar o impacto real e a efetividade dessa multiplicação no cotidiano das associações.

Este acompanhamento será focado no desempenho dos facilitadores(as) em campo, verificando como a formação oferecida pela FENAPESTALOZZI os muniu para atuarem como mediadores eficientes entre as famílias e as Associações Pestalozzis. O monitoramento observará a aplicação prática dos objetivos específicos da formação, mensurando os resultados alcançados em áreas fundamentais como o acolhimento qualificado e a escuta sensível das demandas familiares, garantindo assim que a metodologia se converta em benefícios tangíveis para a comunidade.

Os mecanismos de avaliação após a certificação serão:

Relatórios de Atividades em Campo: Os facilitadores(as) deverão preencher relatórios trimestrais detalhando as ações empreendidas localmente, com foco nos seguintes indicadores:

  • Número de famílias envolvidas nas atividades de acolhimento e escuta qualificada;
  • Criação e/ou fortalecimento de Redes de Apoio locais;
  • Realização de encontros ou oficinas temáticas sobre direitos, cidadania e enfrentamento ao capacitismo;
  • Iniciativas de inclusão produtiva e geração de renda fomentadas.

Supervisão e Assessoramento: A equipe de coordenação do projeto acompanhará as Associações de tempos em tempos, atuando em um modelo de supervisão, assessoramento e mentoria. O objetivo é fornecer suporte contínuo, auxiliar na superação de desafios práticos e garantir a adesão aos princípios da formação. 

Rodas de Diálogo Periódicas (Online/Presencial): Serão estabelecidos encontros de troca de experiências entre os facilitadores(as) a cada seis meses. Estes espaços servirão para compartilhar boas práticas, discutir dilemas e solidificar o sentimento de rede, avaliando de forma qualitativa como o conhecimento está sendo transferido e adaptado aos contextos locais. 

O Movimento Pestalozziano de Famílias

É importante destacar que o Curso de Formação dos Facilitadores(as) é um passo muito importante na implementação do Movimento Pestalozziano de Famílias, visto que o movimento não é apenas uma iniciativa institucional, mas uma resposta direta à escuta ativa realizada com os autodefensores do movimento. Foram eles que identificaram e reivindicaram a necessidade de um envolvimento familiar mais robusto nos processos de formação, autonomia e protagonismo das pessoas com deficiência. 

A proposta encontra respaldo em importantes marcos legais e normativos, como a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e o Estatuto da Pessoa com Deficiência, a Política Nacional de Cuidados e Diretrizes da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência. Além disso, evidencia-se a urgência de ações que enfrentem o cansaço emocional, a sobrecarga e a invisibilidade enfrentada pelas famílias, especialmente as mães cuidadoras, historicamente sobrecarregadas com as responsabilidades do cuidado.

Ao reconhecer o papel central da família, a FENAPESTALOZZI reafirma que o cuidado deve ser compreendido como uma prática coletiva e compartilhada. O fortalecimento dessa rede familiar gera um impacto positivo e imediato no bem-estar, na inclusão plena e no desenvolvimento integral de todos os assistidos pelo Movimento Pestalozziano.

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