Direitos plenos e Justiça para TODAS as mulheres e meninas
ONU lança tema para o 8 de Março de 2026 focado em direito, justiça e ação, e a FENAPESTALOZZI conclama toda a sociedade para somar esforços nessa luta.

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a campanha para o Dia Internacional das Mulheres 2026 sob o tema “Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas” e a Federação Nacional das Associações Pestalozzi (FENAPESTALOZZI) se junta a essa luta para que mulheres e meninas com deficiência intelectual e múltipla possam ter acesso à essa tríade fundamental para a consolidação do estado democrático de direito. Sob o lema que une direitos, justiça e ação, aos poucos o mundo assiste a uma transição profunda no modo como compreendemos a cidadania feminina.
Essa tríade não existe de forma isolada. Ela funciona como uma engrenagem onde a ausência de uma peça interrompe o movimento das outras, exigindo que o olhar da sociedade se volte para cada menina e mulher, levando em conta intersecções de raça, deficiência, classe, dentre outras.
A jornada começa pela consolidação dos direitos, que deixam de ser apenas letras em tratados internacionais para se tornarem uma realidade plena. Falar em direitos hoje significa garantir que a autonomia sobre o próprio corpo, o acesso a uma educação que não se interrompe por vulnerabilidades sociais e a segurança nos espaços digitais sejam pilares inegociáveis. É o reconhecimento de que a liberdade de uma mulher é a medida da saúde democrática de um país, exigindo que as leis sejam espelhos das necessidades reais e contemporâneas.
Contudo, o direito sem a justiça é uma promessa quebrada. A justiça que se busca agora é aquela que enxerga as nuances e as cicatrizes da interseccionalidade. Não se pode aplicar uma solução única para realidades tão distintas quanto as de mulheres negras, indígenas, refugiadas ou com deficiência. O sistema judiciário precisa atuar não apenas na punição, mas na reparação histórica e na proteção que antecipa a violência.
Uma justiça plena é aquela que acolhe sem julgar, que protege sem burocratizar e que compreende que a dor de uma menina em uma zona de conflito e a de uma executiva em uma metrópole possuem raízes estruturais que precisam ser cortadas.
Finalmente, tudo isso deságua na urgência da ação. O tempo do diagnóstico já passou; vivemos a era da execução. A ação se manifesta na implementação imediata do combate ao feminicídio, na equiparação salarial, no financiamento de políticas de cuidado que retirem das mulheres o peso invisível do trabalho doméstico não remunerado, na ocupação efetiva de espaços de poder e nas políticas públicas que garantam a mulheres com deficiência intelectual e múltipla o acesso pleno à acessibilidade e à emancipação. O destaque para a palavra “TODAS” serve como um lembrete constante de que o progresso que deixa uma única mulher para trás não é progresso.
Ao unirmos esses três pilares, direitos, justiça e ação, construímos mais do que uma campanha do 8 de Março, pavimentamos um caminho onde meninas podem nascer com a certeza de que seu gênero não será um limite para seus sonhos. A transformação que buscamos é coletiva e sistêmica, movida pela convicção de que, quando os direitos são garantidos, a justiça é feita e a ação é constante, toda a humanidade avança para um estado de dignidade sem precedentes.