Atletas se preparam para os 2º Jogos Paradesportivos do Movimento Pestalozziano que vai movimentar a cidade de Aracaju (SE) entre os dias 23 e 26 de março.
O clima nas Associações Pestalozzi espalhadas pelo país é de pura adrenalina, foco e disciplina. Os atendidos(as) pelas instituições entraram na fase final de preparação para os 2º Jogos Paradesportivos do Movimento Pestalozziano, um evento esportivo que é uma grande celebração da emancipação e do talento da pessoa com deficiência intelectual, múltipla ou Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A rotina mudou; sob a supervisão de educadores físicos, os atletas estão focados em modalidades que exigem técnica, coordenação e, acima de tudo, resiliência. O foco dos treinamentos está no atletismo, bocha paralímpica, bochão, futsal, natação e tênis de mesa. Cada movimento é ajustado para respeitar a individualidade de cada aluno e aluna.
Na Associação Pestalozzi de Brasília é visível a correria dos educadores físicos, psicólogos, pedagogos, assistentes sociais e demais profissionais para que todos os paratletas fiquem prontos o mais rápido possível para o 2º Jogos Paradesportivos do Movimento Pestalozziano. “A metodologia que eu uso com os meninos é mais funcional, diariamente a gente faz atividades mais voltadas para um exercício funcional de cardio, respiração”, afirma a professora de natação da Associação Pestalozzi de Brasília, Cleide Fátima de Moraes, acerca do treinamento para os Jogos. O mesmo movimento pode ser visto nas Associações Pestalozzi de Fortaleza(CE), Canoas(RS), Coari(AM), Catalão(GO), Aquidauana(MS), dentre outras.
A realização dos 2º Jogos Paradesportivos Nacionais do Movimento Pestalozziano entre os dias 23 e 26 de março em Aracaju (SE) é uma contribuição indispensável para a reafirmação das capacidades de pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Mais do que um evento esportivo, os Jogos utilizam o paradesporto como uma ferramenta vital de transformação individual e social, oferecendo um espaço onde a emancipação é exercitada em sua plenitude.

Treinamento na Associação Pestalozzi de Brasília no dia 04 de março. Crédito: FENAPESTALOZZI.
“Estamos super animados e nos dedicando para a preparação de cada detalhe desse evento com muito amor. Os nossos Jogos são de participação esportiva, isso quer dizer que visam promover a socialização e o desenvolvimento de talentos para o paradesporto. Os atletas das Associações Pestalozzi estão inscritos em provas de atletismo, natação, futsal, tênis de mesa, bocha e bochão. A primeira edição dos jogos foi realizada em Brasília e foi um sucesso. Agora esperamos vocês em Aracaju (SE)”, afirma a presidente da FENAPESTALOZZI, Ester Pacheco.
Ao reunir mais de 700 participantes em modalidades como atletismo, bocha paralímpica, bochão, futsal, natação e tênis de mesa, o movimento demonstra que a prática esportiva é um dos caminhos mais eficazes para o desenvolvimento da autoestima e para a superação de barreiras cognitivas e motoras.
Dando continuidade ao legado iniciado em 2023 em Brasília-DF, esta segunda edição consolida o esporte como um direito e uma forma de expressão para aqueles que frequentemente enfrentam a invisibilidade social. No contexto da deficiência intelectual e múltipla, o paradesporto atua diretamente na plasticidade neurológica, na coordenação motora e, sobretudo, no senso de pertencimento.

Treinamento da Associação Pestalozzi de Aquidauana. Crédito: Associação Pestalozzi de Aquidauana.
Assim, o Movimento Pestalozziano reafirma seu compromisso com a emancipação da pessoa com deficiência intelectual e múltipla, entendendo que o esporte é um catalisador de dignidade e de formação cidadã, capaz de revelar talentos e garantir que a pessoa com deficiência seja vista por sua determinação e esforço, e não pelas características de sua deficiência.